quinta-feira, 23 de julho de 2009
A crise Ética do Senado
É interessante o quanto nossos senadores esquecem-se da ética, coisa que na postagem anterior foi discutido a partir de uma entrevista de Foucault ao Le Monde. A ética pessoal, que pode ser traduzido pelo popularesco "vergonha na cara" parece ser algo desconhecido da política brasileira que se esconde através da lei para continuar a sua rapina e manter a pilantragem. Taí uma prova cabal de que a lei pode ser utilizada como uma técnica ou um instrumento para a manutenção do poder. Mesmo que não firam a lei, faltam com a ética. E o que importa se outros parlamentares também fazem o mesmo? Que há muito tempo nosso parlamento vem funcionando dessa maneira? Cobram-nos que sejamos modernos, mas ao mesmo tempo, não escutam a voz do tempo que ecoa naqueles salões. O que poucos percebem é que isso é uma violência contra a sociedade e contra a democracia na medida em que as facilidades para usar as leis permanecem na mão de poucos. Sabadell em seu livro de Sociologia Jurídica já aborda esse tema em um capítulo que fala das barreiras que impedem os menos favorecidos de ter acesso ao Direito. Perceba-se aqui a diferença ainda entre Direito e Lei. O pobre tem acesso a lei, o que não lhe permite necessariamente o seu acesso aos seus direitos. Talvez um dia, pobres e sarneys possam ter realmente os mesmos direitos!!!
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Um comentário:
Não é que eles se esquecem da ética, eles não tem ética...
votam leis baseadas nos próprios interesses, fazem atos secretos e mantém contas correntes escondidas dos olhos dos órgãos fiscalizadores, mudam para um estado recém criado afim de se manter no poder, enfim, não tenho nem como encerrar esse comentário tamanhas as barbáries cometidas contro o povo que esses mesmos senadores deveriam proteger e defender.
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