Começemos pela Convenção Internacional Sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial, no seu artigo 1o., que conceitua discriminação como sendo "Qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha o propósito ou o efeito de anular ou prejudicar o reconhecimento, gozo ou exercício em pé de igualdade de direitos humanos e liberdades fundamentais no campo político, econômico, social, cultural ou em qualquer outrodomínio da vida pública". O preconceito é o fruto da discriminação. Nosso grande problema: não discriminar! Mas qual a base da discriminação? Porque alguém, em sã consciência, discrimina o outro, seu semelhante?
Podemos argumentar que a palavra semelhante tem significações diferentes aqui, ou melhor, focos diferentes. Quando dizemos que alguém ou que somos todos iguais, logo, visualmente nos deparamos com um fato: o de que todos somos diferentes uns dos outros em ações, gestos, atitudes e pensamento. Como não discriminar, sendo que uma das atitudes essenciais do ser humano é justamente a busca por um grupo social no qual se entrosar? Como não estabelecer diferenças se diferenças há e são visiveis e patentes?
A mera percepção sensível da diferença não basta para estabelecermos as diferenças e iniciarmos a discriminação. Há ai a necessidade de valorar certas coisas, ou seja, estabelecer uma certa extratificação de valores. Neste sentido, a cor, a raça, a opção religiosa ou outra atitude ou situação que propicie o estabelecimento de uma diferenciação acaba por fazer surgir um valor que um indivíduo, grupo ou instituição passa a valorar.
Estes são melhores que aqueles, ou esses são mais puros que aqueles e assim vai por diante. Nem a ficção escapa disto quando vemos em uma HQ, como Ex-Men, em que os seres humanos normais discriminam os mutantes e mutantes se diferenciam entre si também ao optarem por uma convivência pacífica ou não com os humanos ditos normais. A discriminação, assim como as diferenças, são visíveis.
Além de se tornerem visíveis são decantadas em valores que passam a integrar a cultura de certo lugar e época.
Atualmente vivemos um período em que muitas atitudes discriminatórias deixam de provocar o preconceito, a segregação e o dano. Ao discriminar e aceitar a diferença como parte da vida humana, o racismo, a homofobia e tantos outros têm desaparecido ou diminuido radicalmente.
Porém, temos que ter a percepção de que discriminar, ou seja, observar diferenças faz parte do humano que existe entre nós pois somos realmente diferentes e a questão se dirige-se, portanto, para pelo menos dois caminhos: conseguiremos abarcar todas as diferenças criando uma mentalidade inclusiva, uma cultura de aceitação das diferenças; ou apenas canalizaremos a aceitação de determinada diferença para a não aceitação de outras que vem surgindo com as transformações sociais e o avanço tecnológico?
Estamos realmente falando em uma evolução da mentalidade humana ou falamos em apenas uma adaptação acidental a determinados padrões hora impostos por uma sociedade que busca determinadas características, afastando e discriminando( gerando preconceito) outras características não interessantes ao funcionamento deste sistema?

3 comentários:
Viver em sociedade nos torna parte de um grupo onde todos tendem a seguir certas regras e obrigações, neste percurso nos deparamos com diferentes e iguais. Ora, o que seria de nós se não existissem as diferenças? Como teriamos chegado a este embate? Todavia, a que respeitar tudo e a todos pois só assim saberemos o verdadeiro sentido da palavra sociedade.
Tenho a impressão de que a medida que pudermos democratizar a educação, teremos a diminuição dos preconceitos.A falta de conhecimento, de análise crítica, não permite que se compreenda que a diversidade é que manteve a espécie e que o corpo dispõem de mecanismos para enfrentar dificuldades que as condições do ambiente impõe e sobreviver, que é graças a troca de conhecimentos que os que nascem agora, poderão usufruir das tecnologias e dar continuidade ao que existe com a mesma troca de informações e conhecimentos que poderão melhorar e contribuir com uma vida melhor e possivelmente a permanência da espécie, caso não andemos na contramão.
Conhecimentos,experiências de vida, sonhos, idéias e ideais não têm a cor da pele corpo.Têm a cor dos olhos de quem vê e do respeito que temos por nós e pelos outros.
Se existem diferenças, na essência, somos todos iguais.
E se o sistema separa é porque é mais fácil controlar e manter o poder nas mãos de quem governa.Se houver igualdade o poder muda de mãos e o governo então não passará de mero administrador sob o olhar crítico de quem realmente terá o poder: "O povo".
Leila.
EAD-Pirituba-SP
INFELIZMENTE VEMOS ISSO TODOS OS DIAS,NÃO IMPORTA ONDE VOCÊ VÁ OU ESTEJA,DENTRO DE UM ÔNIBUS OU NA RUA,SOFREMOS DISCRIMINAÇÃO PELO MODO QUE NOS VESTIMOS,FALAMOS,PELO SEU PESO,SEU CABELO,PELA COR DA PEL,PELA SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA,OU SEJA,AS PESSOAS OLHAM MUITO O EXERIOR UMA DAS OUTRAS,ESQUECE QUE AQUELE SER HUMANO TEM ALMA,TEM CORAÇÃO E QUE QUANDO MORRERMOS ,VAMOS PARAR DEBAIXO DA TERRA,VAMOS FEDER COMO TODO MUNDO,A MATÉRIA QUE TANTO CAUSOU,VAI VIRAR PÓ,E QUE PARA DEUS SOMOS TODOS IGUAIS,ELE NÃO FAZ DISTINÇÃO DE RAÇA,COR,ETC...POIS FOI ELE QUE NOS CRIOU.PRA DEUS O QUE VALE O QUE VOCÊ TEM FEITO NESTA TERRA DE BOM OU RUIM,PORQUE TODOS NÓS VAMOS COLHER O QUE PLANTAMOS E ELE É O UNICO QUE PODE NOS JULGAR.SELMA/EAD/PIRITUBA
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