domingo, 22 de janeiro de 2012

As redes sociais e a idéia de mudança

Dizer que redes sociais mudam as tramas sociais é realmente um exagero. Se as pensarmos como um instrumento de vazão das tensões sociais e individuais, teremos que elas nada mais serão que um blablablá sem resultado algum. Enquanto estive no semonário, percebi que uma dúvida afligia a muitos: o problema do sexo era algo incontornável. Perguntamos ao Pe. Cobo que faríamos diante de tal fato. A resposta veio serena e tranquila: rezem! Porém, os anos de experiência como padre e reitor do seminário o fez lembrar-se de mais uma coisa: falar sobre sexo, falar besteira, rir... Este seria uma importante ferramenta pra quem queria seguir os anos de abstinência sexual. Não estão percebendo? Além de padre, Jose Cobo Fernandez era psicólogo e psicalista, asssim, entendia alguns dos mecanismos que nos induzem a uma pacificaçao interior. Falar é uma potente arma de amanização das pressões interna e externa, das particulares e das sociais.
Foucault já havia defendido que o sexo nunca foi reprimido, ao contrário, sempre se falou dele, sempre se pesquisou sobre ele, sempre houve uma vontade de saber ávida por novos conhecimentos. O problema aqui é o local: onde se falou e onde se buscou o sexo? Foi nos confessionários, nos laboratórios, nos hospitais e casas de repouso, nas clinicas psiquiátricas; nestes lugares o sexo era buscado.
Enquanto falamos nas redes sociais, estudos são feitos, discursos são procurados e estudados, outros discursos serão e estão sendo construídos. Há toda uma ação ocorrendo por ai, nos gabinetes e nos escritórios.
O que nós faremos? Estaremos somente praticando uma verborragia para mostrar nossa indignação ou realmente seremos revolucionários em um país sem heróis?

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